Segundo estudo da Fiesp, produzir no país é 34,2% mais caro que em outros países. Patamar atual do dólar ajuda
Gustavo Machado
gmachado@brasileconomico.com.br
O chamado Custo Brasil — cesta de encargos, burocracias e falta infraestrutura que tiram a competitividade da indústria — encarece a manufatura nacional em 25,4% segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ao qual o Brasil Econômico obteve acesso. Segundo a entidade, esse número já foi maior, mas devido às desonerações e à redução do custo de energia elétrica ele vem caindo paulatinamente. Se adicionado o efeito do câmbio, que à época do estudo estava a R$ 2,10, a Fiesp indica que o custo seria ainda maior: o produto nacional ficaria 34,2% mais caro que o de países competitivos.
A pesquisa compara o custo de produção no Brasil com o de outros 15 países— entre eles Alemanha, Argentina, Chile, China e Estados Unidos— em setores divididos por intensidade tecnológica. Para a Fiesp, carga tributária e burocracia ainda são os maiores vilões da produção. Somente estes quesitos encarecem os produtos em 15,5% no geral. Em setores de média intensidade tecnológica, que tiveram a folha de pagamentos desonerada e redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), o peso desses quesitos ainda chega a 17,9%. “O governo já fez muita coisa para reduzir esse custo, mas o principal caminha devagar. Enquanto atrasam as concessões de infraestrutura, a arrecadação cresce. Não há um horizonte favorável no curto prazo”, lamenta José Ricardo Roriz, diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp. Ele assume, contudo, que a dinâmica cambial recente deve ajudar a indústria nacional. Mas reitera que muitos dos países que serviram de comparação também sofreram uma desvalorização recente, o que diminui o ganho competitivo causado pela alta do dólar.
Na última segunda-feira, a Fundação Getúlio Vargas publicou uma carta sobre a taxa de equilíbrio do câmbio. Segundo o Centro de Macroeconômica Aplicada, esta taxa está muito próxima da atual. O patamar de R$ 2,40, inclusive, estaria até abaixo do equilíbrio, indicando que o real está desvalorizado. Desde 2009 isso não acontecia, de acordo com o economista Emerson Marçal. “Isso ajuda a recuperar a força de competição de muitos setores, mas acende uma luz amarela frente à deterioração das contas externas”, avalia. Roriz concorda que o câmbio está em um bom patamar para a indústria. Porém, é preciso aguardar a estabilização da moeda. Até lá, as incertezas mais atrapalham do que ajudam. Além disso, políticas contracionistas, implementadas em decorrência da desvalorização cambial, não são favoráveis à indústria. “Para segurar a inflação, o governo está subindo os juros. Se o dólar sobe e nos ajuda, a Selic também sobe e minimiza esse efeito. É preciso atacar com maior velocidade esta distância que separa o Brasil do mundo competitivo”, prega Roriz.
Roberto Ticoulat, presidente do Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (Ceciex), afirma que o país corre contra o tempo para garantir seu lugar ao sol em um mundo cada vez mais globalizado. O câmbio, em sua visão, é parte preponderante para que o país ganhe mercado no exterior e consiga reduzir o avanço de importados no mercado doméstico a longo prazo. “Até o fim do ano, esse câmbio mais alto não muda nada. Se mantiver este patamar, será convertido em ganho de competitividade. Mas ninguém sabe o que acontecerá mês que vem, quiçá 2014”, diz. Por fim, a Fiesp faz uma projeção catastrófica. Caso o cenário atual permaneça, ela prevê uma participação cada vez menor da indústria no Produto Interno Bruto. Em 2012, o setor respondeu por 13,3% do PIB.Na projeção da entidade, em 2029, ela seria responsável por 9,3% de tudo o que o país produz de bens e serviços.
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| Fonte: Brasil Econômico |
26 de agosto de 2013
CARGA TRIBUTÁRIA E BUROCRACIA TÊM MAIOR PESO NO CUSTO BRASIL
REFORMA DO ICMS ESTÁ MAIS DISTANTE
Antes prioridade do governo federal, mudança pelo Congresso ficou de lado após onda de protestos no país.
Recuo do governo do Amazonas sobre mudança na alíquota também pesou para o processo perder força
RAQUEL LANDIM DE SÃO PAULO A reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), uma das principais promessas da presidente Dilma na economia, está por um fio. O clima entre os Estados e no Congresso é de desânimo, depois que o Amazonas rompeu um acordo que quase garantiu a reforma.
"Houve uma desmobilização. Com os protestos e a queda na popularidade da presidente, o governo federal deixou essa agenda de lado", diz o senador Armando Monteiro (PTB-PE), autor de um dos projetos de lei sobre o tema.
O ICMS está no coração da reforma tributária e uma mudança poderia representar o fim da "guerra fiscal", em que um Estado oferece benefícios fiscais para atrair investimentos, prejudicando o vizinho.
Vários presidentes tentaram reformar esse imposto, sem sucesso. O desgaste político com os governadores é grande, porque o ICMS representa, em média, 80% das receitas estaduais.
Seis textos sobre o tema aguardam votação no Congresso. Mas um acordo informal entre os parlamentares determinou que é preciso chegar a um consenso no Confaz (conselho que reúne os secretários da Fazenda estaduais) --e ele dificilmente será alcançado.
"Ainda quero apresentar uma proposta, mas não sei se consigo viabilizar", disse Cláudio Trinchão, secretário da Fazenda do Maranhão e coordenador do Confaz. Ele diz que não há acordo sobre quase nenhum tema importante (veja quadro acima).
DECEPÇÃO
No fim de junho, os secretários de Fazenda estaduais chegaram a comemorar um acordo histórico, que permitiria aprovar a reforma do ICMS. Durou poucos dias.
O Amazonas (que tinha aceitado reduzir a alíquota de 12% para 10%) desistiu da nova taxa --que, mesmo com a mudança, seria superior à dos demais entes da federação.
Essa diferença deixaria o Estado mais atrativo para as empresas, que teriam saldo menor de tributos a pagar.
"Achei que a solução era possível tecnicamente, mas o governador entendeu que não poderíamos abrir mão, já que a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado manteve o ICMS do Estado em 12%", diz Afonso Lobo Moraes, secretário de Fazenda do Amazonas.
Segundo a Folha apurou, o governador Omar Aziz (PSD) não queria passar a impressão de ter "entregado" a Zona Franca de Manaus, enquanto o senador Eduardo Braga (PMDB) a defendia. O secretário nega e diz que os dois são aliados.
CHANCE PERDIDA
Como outros também estavam insatisfeitos, principalmente Pará e Goiás, bastou o recuo do Amazonas para o processo desandar. O único tema que ainda tem chances de vingar é o indexador da dívida dos Estados, que deve ser isolado num projeto de lei e votado em breve.
A presidente Dilma deu início à tramitação da reforma do ICMS no Congresso em dezembro do ano passado. Para o especialista em contas públicas Amir Khair, o país perdeu uma oportunidade única, porque a economia crescia e a popularidade do governo estava alta. Agora, pelos discursos, o tema parece ter voltado a estaca zero.
Procurado, o Ministério da Fazenda não comentou.
Leia reportagens da série "Pesadelo Fiscal"
folha.com/no1329953 | |
| Fonte: Folha de S.Paulo | |
19 de abril de 2013
PALESTRAS VESPERTINAS - NAF
Professora: Rosane Andrioli
Palestra: Controladoria - Tendências e Mercado de Trabalho
Veja a seguir a programação
Data | Palestrante | Temática |
| 29/abr | Marcio Schuchu | Fisco na Era Digitaa - Obrigações Eletrônicas |
| 14/mai | Alex Sandro | As principais modificações da Contbailidade Pública, após as NBCASPS |
| 29/mai | Denilson | Introdução ao mercado de Capitais |
| 23/jun | Rodrigo Corrêa | Planejamento tributário - Desafios e Oportunidades |
| 24/jun | A definir | Profissão Atuário |
| 04/jul | Alex Sandro | Governança Corporativa |
Horário: 18h40min às 19h10min.
Sala: será definida posteriormente.
As Inscrições deverão ser efetuadas por e-mail na semana anterior ao inicio das palestras – “Vagas Limitadas”: inscricoes@saojudastadeu.com.br
Cada palestra valerá 01 (uma) hora de atividade complementar.
CVM PODE MUDAR REGRAS PARA DIVULGAÇÃO DE BALANÇOS
Para atrair a abertura de capital de empresas de menor porte, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estuda, entre outros pontos, a possibilidade de livrar essas companhias da obrigação de divulgar balanços em jornais, o que reduziria parte dos custos para entrar no mercado acionário. A obrigatoriedade passaria a ser apenas a publicação das informações pela Internet.
"Estamos realizando estudos, como este, para promover a expansão da oferta de empresas menores. A simplificação é um ato em estudo", disse, o presidente da CVM, Leonardo Gomes Pereira, após participar do Encontro com Investidores, evento no Ministério da Justiça, ontem. "Provavelmente, começaremos com empresas com este perfil. Depois avaliaremos o que pode ser expandido", continuou Pereira. No início do mês, a Securities and Exchange Commission (SEC), a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos, autorizou as empresas norte-americanas a utilizar redes sociais para anunciar informações financeiras cruciais, desde que informem os investidores com antecedência os detalhes sobre o que será divulgado e como. O relatório emitido pela SEC confirma que a nova regulamentação, que permite a empresas de capital aberto a divulgação de informações financeiras em redes sociais como o Facebook e o Twitter, funciona da mesma forma que a revelação de conteúdo nos sites das companhias. Pereira também comentou ontem que o novo cenário macroeconômico brasileiro, com patamar de juros menores e nova remuneração da caderneta de poupança, reforça a importância da educação financeira. "É de interesse da CVM que as pessoas estejam bem informadas", afirmou. | |
| Fonte: DCI – SP |
MUDANÇA EM REGRA DO ICMS AJUDA PEQUENAS IMPORTADORAS
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16 de abril de 2013
PALESTRAS VESPERTINAS
Professor: Rodrigo Machado Corrêa
Palestra: Pericia Contábil
O Curso de
Ciências Contábeis por meio do NAF estará promovendo neste semestre “Palestras
vespertinas”
Veja a seguir a programação
Data | Palestrante | Temática |
| 04/abr | Rodrigo Corrêa | Pericia Contábil - Tendências de Mercado |
| 17/abr | Rosane Andrioli | Controladoria - Tendências e Mercado de Trabalho |
| 29/abr | Marcio Schuchu | Fisco na Era Digitaa - Obrigações Eletrônicas |
| 14/mai | Alex Sandro | As principais modificações da Contbailidade Pública, após as NBCASPS |
| 29/mai | Denilson | Introdução ao mercado de Capitais |
| 23/jun | Rodrigo Corrêa | Planejamento tributário - Desafios e Oportunidades |
| 24/jun | A definir | Profissão Atuário |
| 04/jul | Alex Sandro | Governança Corporativa |
Horário:
18h40min às 19h10min.
Sala: será definida posteriormente.
As Inscrições deverão ser efetuadas por email na
semana anterior ao inicio das palestras – “Vagas Limitadas”: inscricoes@saojudastadeu.com.br
Cada palestra
valerá 01 (uma) hora de atividade complementar.
CURSO PREPARATÓRIO AO EXAME DE SUFICIÊNCIA - CRC
O curso terá carga horária de 56 horas
(valerão como horas complementares para
o Curso de C. Contábeis).
O curso está previsto para início no
mês de maio/18.
As aulas serão aos sábados.
Coordenação: Professor Jairo Machado
Gonçalves.
DATA
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ESTRUTURA
DO CURSO DE EXTENSÃO
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CH
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18/05
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Contabilidade Geral
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4
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25/05
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Contabilidade de Custos
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4
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08/06
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Contabilidade Aplicada ao Setor
Público
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4
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15/06
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Contabilidade Gerencial
|
4
|
22/06
|
Noções de Direito e Legislação
Aplicada
|
4
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29/06
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Matemática Financeira
|
4
|
06/07
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Estatística
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4
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13/07
|
Teoria da Contabilidade
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4
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27/07
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Legislação e Ética Profissional
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4
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03/08
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Princípios de Contabilidade e Normas
Brasileiras de Contabilidade
|
4
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10/08
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Auditoria Contábil
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4
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17/08
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Perícia Contábil
|
4
|
24/08
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Controladoria
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4
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31/08
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Língua Portuguesa Aplicada
|
4
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TOTAL
DE HORAS
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56
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Investimento e outras informações, visite o site:
MIL PROFISSIONAIS LIBERAIS SÃO NOTIFICADOS EM OPERAÇÃO , DIZ RECEITA FEDERAL.
A Receita Federal deflagrou, nesta segunda-feira (15), a "Operação Profissional Liberal", com objetivo de combater sonegação tributária previdenciária praticada por classes de advogados, médicos, odontólogos, fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, entre outras, que tenham prestado serviços a pessoas físicas e não recolheram a contribuição previdenciária.
Segundo o delegado da Receita Federal na Bahia, Raimundo Pires, a operação é dividida em duas etapas. A primeira, já em curso, notificou mil profissionais em Salvador e região metropolitana. Até o final de maio, esses trabalhadores podem regularizar a situação. Caso a situação não seja regularizada dentro deste prazo, a partir de junho é iniciada a etapa de fiscalização, quando os profissionais notificados poderão pagar multa de 75% a 225% sobre o valor apurado. "A gente está levando em conta que, por questão de desconhecimento da legislação tributária, muitos profissionais liberais não estão recolhendo a contribuição", avalia o delegado.
A Receita informa que, de acordo com a legislação, o profissional liberal que presta serviços à pessoa física é filiado obrigatório à Previdência Social, na qualidade de Contribuinte Individual, e, portanto, deve recolher a contribuição previdenciária no percentual de 20% sobre o montante da remuneração obtida até o limite máximo do salário de contribuição, atualmente igual a R$ 4.157,05.
Segundo a Receita, a operação é baseada no cruzamento entre as informações da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) e os dados do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) dos últimos cinco anos.
Os valores dos serviços prestados informados pelo profissional liberal através da DIRPF são confrontados com os recolhimentos de contribuições previdenciárias constantes do CNIS, e, caso seja constatada ausência de recolhimento ou recolhimento menor que o devido, será exigido o tributo acrescido de juros e de multa, que pode variar de 75% a 225% do valor devido, além de possível representação penal por configuração de crime de sonegação.
Fonte: FENACON
GOVERNO NEGOCIA ALÍQUOTA DIFERENCIADA EM 7% PARA ICMS INTERESTADUAL
Proposta será encaminhada nesta terça-feira pelo relator do projeto
O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, informou nesta segunda-feira que, amanhã, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), relator do projeto encaminhado pelo governo ao Congresso, encaminhará a proposta que trata das mudanças da alíquota interestadual de ICMS. Segundo o secretário, a alíquota cairá de 12% para 4% em oito anos. No entanto, deverá ser mantida uma alíquota diferenciada em 7% somente para produtos industrializados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além do Espírito Santo, nas transações comerciais para Sul e Sudeste.
- Essas têm sido as linhas gerais do acordo que foi construído no no Confaz. A alíquota de 7% seria restrita a produtos industrializados no Norte, Nordeste e Centro-Oeste - afirmou, após reunião no Senado.
Barbosa afirmou que a expectativa do governo é positiva.
- Esse é um processo longo, houve várias discussões, a expectativa é positiva, em que amanhã se apresenta o resultado final dessas discussões e aí os senadores vão poder apresentar suas contribuições através de emendas.
O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador Lindbergh Farias (PT-RJ), disse que colocou como itens um e dois da pauta de amanhã da comissão o projeto de resolução que trata da nova alíquota do ICMS e o projeto que muda o indexador das dívidas de estados e municípios renegociadas pela União. A ideia é que os dois temas sejam discutidos conjuntamente. Ele acredita que haverá pedido de vista coletivo aos projetos amanhã e que a votação fique para a semana que vem.
- A gente decidiu colocar os dois temas em conjunto porque, na verdade, isso facilita a aprovação também da reforma do ICMS - afirmou.
Ele disse que designou o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) para apresentar o seu relatório sobre o projeto de lei complementar sobre a dívida dos estados e municípios, incluindo a proposta de que 20% do pagamento mensal por causa das dívidas sejam revertidos aos Estados para serem gastos com investimentos. A ideia é reduzir o comprometimento da receita corrente líquida dos estados
Notícias FENACON
15 de abril de 2013
CONTROLE DE CUSTOS DEVERIA SE TORNAR HÁBITO
FILIPE OLIVEIRA - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Gastar mais do que o necessário levou Anilton
Gulfier, 43, a rever custos para equilibrar as contas de sua loja de material
de construção em São Paulo.
A principal mudança foi cortar gastos
desnecessários com aluguéis. Na época, a empresa ocupava um prédio de três
andares. Para estocar as mercadorias, usava uma garagem ao lado do imóvel e
outro ponto na mesma rua.
Com ajuda de consultores do Sebrae-SP, diz que
conseguiu reorganizar o estoque, trazendo o material da garagem para os andares
superiores, e passou a vender nos dois pontos que tinha na rua.
"Antigamente a gente só vendia, agora estamos
prestando atenção em outras coisas. Gastava mais do que precisava em aluguel,
luz, água e funcionários."
A redução de custos pode vir de forma compulsória
ou espontânea, diz Pedro Parreira, da consultoria Parcon.
O primeiro caso acontece quando a empresa está
endividada e cortar gastos é a única maneira de continuar no mercado. Nesse
caso, a redução precisa ser brusca, diz.
Por outro lado, a empresa que quer ser competitiva,
diz Parreira, precisa ter o hábito evitar desperdícios, incorporando a revisão
de custos na rotina:
"Empresas grandes têm setores de planejamento
e controladoria para isso. Já uma empresa menor não tem profissionais
especializados."
Reinaldo Messias, consultor do Sebrae-SP, diz que
mais do que ser melhor que a concorrência, as empresas devem tentar superar a
si próprias sempre.
Para ele, ser competitivo significa fazer mais com
menos. Porém, diz Messias, muitos empresários pensam que reduzir custos
significa vender mais com menos funcionários e não avaliam outras oportunidades
de ganhos.
ATÉ O CAFEZINHO
Examinando as contas telefônicas, a empresa Onduline,
de Juiz de Fora, conseguiu economizar 29% em ligações de telefone fixo e
celular.
A fabricante de telhas atua com um escritório
central em São Paulo e vendedores nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste que
usam celular.
A empresa conseguiu reduzir os custos com troca de
operadora, escolha de um plano mais adequado e monitoramento das contas, diz
Rodrigo Matos, gerente de tecnologia da Onduline.
"Já economizei até no cafezinho", diz
Fernando Macedo, franqueado master da consultoria inglesa ERA (Expense
Reduction Analysis), que comandou a redução nas contas telefônicas.
Para isso, diz Macedo, não foi necessário tirar a
bebida, mas melhorar a logística, aumentando o número de máquinas e reduzindo o
custo com o fornecimento frequente de café.
A consultoria recebe honorários proporcionais à
economia que obtém no processo.
Fonte: Folha de S.Paulo
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